sábado, 19 de junho de 2010

ESTÚDIOS GHIA





Mundialmente conhecida pela sua associação com a Volkswagen na criação do modelo Karman-Guia e pelo fato de se ter tornado, a partir de 1973, na designação oficial da Ford para seus topos de linha - emprestando carisma a modelos como o Del Rey, Belina, Versailes e Royale no Brasil e Granada, Capri, Cortina, Escort e Fiesta na Europa, a Carrozzeria Guia SpA é muito mais do que uma figura de estilo, sendo um dos mais reputados carroçadores italianos, como a Pininfarina e Zagato.



Fundada em 1915 na cidade de Turim por Giacinto Ghia & Gariglio, começo por fabricar carroçarias em alumínio, alcançando em 1929 a sua primeira grande vitória com um Alfa Romeo 6C 1500 nas Mille Miglia. Após a morte de Ghia em 1944 a empresa foi vendida a Mario Boano e Giorgio Alberti, rumando até Aigle, na Suiça. Sob a liderança de Boano a Carrrozzeria Ghia SpA passou a trabalhar para grandes marcas como a Ford, Fiat, Volkswagen, Volvo e Chrysler.


Durante a permanência de Boano à frente dos destinos da Guia, uma das carroçarias mais famosas foi a Supersonic, utilizada pelo atelier no mítico modelo Fiat 8V. Em 1953 Boano mudou-se para a Fiat, enquanto que a fábrica da Guia voltou a ser instalada na Itália, adquirindo no processo a empresa de Pietro Frua. Em 1966 a Guia foi vendida a Ramfis Trujillo, que por sua vez a vendeu a Alejandro de Tomaso um ano depois. Em 1970 a empresa italiana voltava a trocar de mãos, indo parar ao portifólio da Ford Motor Company.

Texto adaptado da revista portuguesa Motor Clássico.

Acabamento dos Del Rey Guia é até hoje referência em luxo e requinte.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

REPORTAGENS / MATÉRIAS QUE ENVOLVAM O MODELO DEL REY



Neste tópico farei comentários sobre matérias / publicações de fontes reconhecidas, que sempre tenham como "plano de fundo" um modelo da linha Del Rey. Se você conhece alguma outra matéria interessante é só deixar sua sugestão como um comentário no final do tópico.



Agora em uma matéira de página interia o Del Rey estréia na revista "Antigos de Garagem" em sua edição 28 em uma máteria entitulada "Um Del Rey Estradeiro" em alusão às suas andanças pelo Brasil, Uruguai e Argentina.


Em agradecimento à publicação na edição 37, mandei uma carta à Editora Motorpress acompanhada de uma foto de nossa viagem "Aos Pés da Cordilheira" e para minha surpresa, ao folhar as páginas da edição 44, lá estava o Rapha com a bandeira do Brasil a tremular na Cordilheira dos Andes e com o convite de lhes informar nossa próxima aventura.


Desta vez o Del Rey atravessou o Oceano Atlântico e foi parar na Europa, pelo menos nas páginas da revista portuguesa Motor Clássico.
Para quem não conhece a revista vale a pena adquirir uma edição, aqui mesmo no Brasil. Só que não é qualquer banca que as tem, mas vale a procura. A Motor Clássico é uma publicação voltada a automóveis clássicos e que "predominantemente" publica em suas páginas matérias sobre clássicos europeus, mas eventulamente abre exceções em suas páginas para automóveis de outros países como fez no caso do Del Rey publicando uma nota sobre nossa viagem ao Uruguai em sua edição 37.





Agora foi a vez do nosso. Uma nota sobre nossa viagem "Aos Pés da Cordilheira" foi publicada na seção do leitor da Revista ClassicShow edição 54.


Quem sabe um dia eles percebam que vários proprietários de Del Rey são leitores da revista e decidam publicar uma matéria com a ótima qualidade da revista sobre o modelo.

Qualquer coisa estamos aí ClassicShow. Hehehee. A aparição foi modesta, mas pelo menos o endereço do Blog já está em suas páginas.





DEL REY NA REVISTA CLASSIC SHOW


Bem que a Classic Show poderia dar uma adiantadinha neste relógio e lançar antes uma excelente matéria ( como é do estilo da revista) sobre o Del Rey.
Parabéns pela iniciativa e por seu lindo "Clássico do Presente" Arnaldo Alexandre.




BLOG DO MARCELO TOLEDO

Gostaria de recomendar aos poucos admiradores do Del Rey que ainda não conhecem, o Blog
http://forddelrey.wordpress.com/ do jornalista Marcelo Toledo. Marcelo é um verdadeiro apaixonado pelo modelo e tem um talento especial para publicar interessantes e envolventes matérias sobre nosso carro predileto. Não deixem de conhecer.


O ROTEIRO DAS AMÉRICAS




A primeira delas é sobre uma verdadeira aventura, ou seria desafio de organização, publicada pela revista Quatro Rodas em 1982, que deixa envergonhado quem ainda critica a robustez da linha Del Rey.





Uma viagem que deixaria preocupado até mesmo o mais experiente viajante a bordo do mais preparado SUV 4x4. Se você é dono de um Del Rey ou apenas seu admirador, lembre -se do que vai ler quando alguém questionar a qualidade deste carro brasileiro.







Relendo uma antiga edição da revista Quatro Rodas uma matéria chamou-me muito a atenção, era a respeito de uma viagem rodoviária com destino aos Estados Unidos, à qual a revista chamava de “O Roteiro das Américas”. Quando vi que os carros que utilizaram para a viagem era um Ford Pampa e um Del Rey, fiquei ainda mais interessado. Porém, a matéria de duas páginas, apenas era um “tira gosto” da verdadeira matéria completa, que a revista prometia publicar na próxima edição. Quando terminei de ler fiquei fascinado, já que para mim, o tema é contagiante, e decidi localizar o número da revista que continha toda a matéria. A busca durou um bom tempo, talvez mais de um ano, mas consegui localizá-la em um encontro de carros antigos e o texto que vem a seguir é seu resumo, juntamente com algumas observações deste amante de viagens e da linha Del Rey.
Foi em 12 de agosto 1982 que uma equipe da revista Quatro Rodas iniciou sua maior viagem rodoviária até então, percorrendo nove países, por 21.500 quilometros em 61 dias, a maior parte deles pela rodovia Pan-Americana, cruzando a neve dos Andes e o deserto do Atacama, costeando o Pacífico até Caracas e depois percorrendo os Estados Unidos até Detroit na matriz mundial da fábrica da Ford, onde os veículos brasileiros chegaram intactos e foram orgulhosamente exibidos, depois desta verdadeira epopéia. Eram eles uma pick-up Pampa e o recém lançado Del Rey em sua mais completa versão Ouro, equipado inclusive com o raríssimo opcional de fábrica o teto solar.
Depois de rodar 21.500 Km nas mais diferentes condições, enfrentando as mais variadas estradas , o Ford Del Rey quatro portas e a caminhonete Pampa chegaram a Detroit sem nenhum problema. Nem mesmo um pneu furado.






Durante toda a viagem, os dois carros deram uma bela demonstração de resistência. Chegaram a percorrer 1.300 Km diários num caso extremo. Na travessia dos Andes, uma nevasca inesperada fechou a passagem para Mendonza, o que obrigou os expedicionários a descer até Bariloche, o que acrescentou 2.600 Km ao traçado original. Uma greve de algodoeiros no Peru também colaborou no aumento do percurso. Burocracias e propinas exigidas por policiais rodoviários e autoridades de fronteiras durante o traçado já eram e ainda são uma realidade que dificultou muito essa viagem. O Del Rey justificou a fama de naquela época ser um dos carros de maior sucesso da Venezuela (para onde era exportado pela Ford do Brasil), enfrentando naquele competitivo mercado automóveis europeus, norte-americanos e até japoneses.






Durante todo o trajeto o desempenho dos carros foi sempre muito bom e a gasolina vendida nos países sempre foi de melhor qualidade que a do Brasil (a Venezuela por exemplo, tinha seis tipos diferentes, de 83 octanas até 93). E a surpresa foi que os carros, com a melhor gasolina , passavam a detonar (bater pinos), funcionando melhor com a gasolina mais fraca, conhecida como regular. A explicação é simples: os carros, preparados para consumir uma gasolina de menor octanagem, precisariam passar por uma nova regulagem de motor para funcionar adequadamente, o que não foi realizado pela equipe, devido às constantes variações nos abastecimentos . Os piores momentos foram nos Andes e Bogotá, devido à maior altitude e conseqüente menor quantidade de oxigênio, mas ainda assim os carros conseguiram, bravamente prosseguir viagem sem comprometimento.
Acertadamente, um pequeno estoque de peças de reposição foi levado para o caso de uma emergência, e tudo foi acondicionado em um caixote na caçamba da Pampa, porém o mesmo acabou sendo uma fonte de problemas para a equipe e de lucros para os fiscais de honestidade duvidosa nas travessias de fronteiras. Ainda assim, a revista recomendava ao leitor que pleiteasse uma aventura dessas, que levasse com sigo um carburador, um distribuidor completo, velas, correias, filtro de óleo e mangueiras do sistema de refrigeração, além de mais um estepe.






Em Bogotá outros dois integrantes passaram a fazer parte da viagem e enfrentando as estradas esburacadas da Colômbia, sobrecarregado, o Del Rey teve duas de suas rodas amassadas, mas nada que o impossibilitasse de prosseguir viagem até Caracas, onde os dois automóveis foram embarcados até Miami em um avião da extinta Pan-Am, tirando o México do roteiro. No desembarque os carros foram encontrados sem extintores e com os pneus vazios. A alegação da Pan-Am era de que se tratava de uma medida de segurança e a equipe teve que perder mais um dia para colocar os carros em ordem por conta própria.
Os carros terminaram a viagem em Detroit com um consumo de combustível de 10,89 Km/l no Del Rey e 9,85 Km/l na Pampa, mesmo com toda a variação de altitude, estradas sinuosas, carga transportada e velocidades sempre acima das permitidas (também segundo a reportagem), além de freqüentemente andarem com o ar condicionado ligado desde Bogotá até Indianápolis.





A revista terminava a reportagem de mais de cinqüenta páginas (provavelmente mais um recorde para a revista), alegando que apesar das dificuldades e monotonias das estradas, ao mesmo tempo ela se mostrou encantadora e surpreendente e acima de tudo recomendada quanto à sua viabilidade, desde que bem planejada.
Imagino que daria um bom assunto para as próximas edições se a revista tivesse realizado um de seus costumeiros desmontes dos automóveis, para a constatação dos desgastes ocorridos nos componentes mecânicos, assim poderíamos saber ainda mais sobre o comportamento destes automóveis em condições tão adversas. Como admirador de carros antigos, também não posso deixar de imaginar como seria interessante se estes veículos tivessem sido preservados como testemunhas desta história, que se hoje já é interessante, daqui a alguns anos será simplesmente fascinante. Mas infelizmente acredito que estes carros foram simplesmente vendidos como usados e hoje, se é que ainda existem podem até mesmo estar sendo oferecidos como ofertas em lojas de usados.


(Dados baseados na reportagem original da revista Quatro Rodas Nº270 de janeiro de 1983.)




A OPINIÃO DE AYRTON SENNA SOBRE O FORD DEL REY





Em 1984 a revista Quatro Rodas avaliou 12 dos principais automóveis do mercado brasileiro daquela época, entre eles um Del Rey série Ouro, exatamente no ano que este estreava o seu novo motor CHT.
A revista tinha por hábito, convidar pilotos e personalidades da Fórmula 1 para uma avaliação utilizando apenas o bom senso, sem uso de instrumentos de medição de consumo e desempenho, por exemplo.
Deste time de “drivers” jáhaviam feito parte Jackie Stewart, em 1970, o construtor Colin Chapman da Lotus, em 1971, Emerson Fittipaldi, em 1975 e o piloto sul-africano Jody Scheckter em 1978, além de mais recentemente, Christian Fittipaldi e Rubens Barrichelo.
Desta vez o convidado ainda não era um veterano desta categoria, mas sim um jovem de 23 anos, estreante da modesta equipe Toleman, mas que pouco tempo depois tornaria-se em um verdadeira lenda da categoria, ele era ninguém menos do que Ayrton Senna da Silva. Seu gosto por automóveis já era revelado por ele mesmo, antes das avaliações e eram os carros mundiais (talvez uma influência de seu convívio na Europa), no grupo de carros avaliados haviam o Monza e Escort como representantes desta categoria e as peruas (quem não se lembra de sua famosa Mercedes SW, leiloada após sua morte?), no grupo representadas por Caravan, Parati e Panorama .
Vale lembrar que alguns dos carros avaliados estavam sendo vistos pela primeira vez por Ayrton, o que elimina a possibilidade de um pré-julgamento.
No final da avaliação, declarou que os carros brasileiros poderiam ser comparados aos europeus daquela época.
Em seguida, um pequeno resumo de seu parecer sobre cada modelo avaliado e é claro, logo após com uma atenção especial às suas observações feitas ao Del Rey.

PASSAT LS
O câmbio longo e o banco regulável na altura agradaram. Mas o pedal do freio solicita esforço demasiado.

MONZA SL/E
Um carro de luxo: suave, esperto, silencioso e bem acabado. Mas seu desempenho é bastante limitado.

GOL LS
Em baixa rotação, vai bem. Mas a partir da terceira marcha fica difícil agüentar o barulho do motor.

DEL REY OURO
Confortável, macio até demais, o ponto alto é o painel, talvez o mais completo de todos.

CHEVETTE SL
Nenhum outro apresenta um câmbio tão preciso, com a quinta marcha fácil. Mas o ruído do motor.......

OGGI CL
O volante está instalado num ângulo diferente, mas não incomoda. Tem razoável estabilidade. E é só.

ESCORT GL
Um compacto de estilo, confortável e silencioso. Mas o cinto de segurança deveria travar ao menor puxão.

ALFA ROMEO ti4
A direção hidráulica torna o volante ágil, item importante num carro pesado. E o lxo conta muito ponto.

PARATI GLS
Falta uma quinta marcha para elevar o rendimento. A suspensão, não muito dura, dá confiança ao usuário.

CARAVAN
O estilo não mudou, mas continua agradando. Com carga máxima, seu desempenho pode ser comprometido.

BELINA GL
Por possuir maior capacidade de carga, deveria ser equipado com um motor mais potente que o CHT.

PANORAMA CL
Igual ao Oggi, em desempenho e motor. Recomendação: por que não um banco com encosto dobrável.

PARECER DE AYRTON SENNA AO DEL REY OURO









O que mais me chamou a atenção foi o painel, com luzes indicadoras e o respectivo instrumento para confrontar. Na minha opinião é o mais completo entre todos os carros nacionais, só comparável ao do Alfa Romeo, que afinal pertence a outra categoria. O carro é confortável e macio, o que compromete a estabilidade: mas, como se destina a uma faixa de público que exige mais conforto do que desempenho, agrada.
A posição de dirigir é muito boa, com todos os instrumentos sendo alcançados. Facilmente pelo motorista. O volante possui boa empunhadura e responde rapidamente às solicitações de direção. Engraçado: tem o mesmo motor que o Escort, o CHT, mas seu desempenho é mais fraco. Não gostei apenas da alavanca do câmbio com muito jogo, mas acho que o problema era do carro testado, pois já guiei outros carros deste modelo e não notei esta anormalidade. O estilo do carro me agradou bastante, principalmente por ter duas portas.

EDIÇÃO nº284 de março de 1984.


sábado, 29 de novembro de 2008

DOCUMENTOS / REGISTROS / TABELAS


MANUAL DEL REY 1987


(foto de Coronado)



NÚMEROS DE PRODUÇÃO DA LINHA DEL REY - FONTE ANFAVEA



*G - Gasolina

*A - Álcool
































































quinta-feira, 27 de novembro de 2008

PARTICULARIDADES DA LINHA DEL REY






Este tópico visa destacar os detalhes de cada ano / modelo da linha Del Rey, para facilitar a reconstituição de cada detalhe com rigorosa fidelidade de originalidade. Por isso se você possui uma foto de algum ítem constante nesta relação e quiser enviar-me para fazer parte dela ou mesmo discorda da precisão da informação descrita aqui, deixe uma mensagem com seu Email no campo "Comentários" logo após este tópico.





RODAS
Modelo Standart 1981
(Foto de Cesar Mininel)





Modelo: OURO (todos)


Material: Alumínio





aro 13" com pneu 185x70x13



(foto fornecida por Paulo Balogh)









GLX (todos)





Material: Aço com calotas plásticas




aro 13" pneu 185x70x13





OBS: As calotas estão instaladas no modelo Ghia apesar de pertencerem ao modelo GLX.




(foto fornecida por Kiko Kauer)







GHIA de 1990 à 1991



Material: Alumínio



aro 14" pneu 195x60x14


(foto fornecida por Irineu J.C.)





MOTORES

RENAULT 1.6



de 1981 à 1983





Renault 1.6 Gasolina do Del Rey 1981 de Cesar Mininel




CHT 1.6

de 1984 à 1989



(foto de Wagner Coronado)




AP 1.8

1990 e 1991



(foto fornecida por Rodrigo Cesar)




PAINÉIS




DEL REY (Prata) / L e GL (todos)




OURO 81 - 84

(foto fornecida por Moisés Levi)









GHIA e GLX 85 / 89




(Foto fornecida por Marcelo Casaril)





GHIA e GLX 90 / 91




(foto fornecida por Irineu J.C.)






BANCOS / TAPEÇARIA




Modelo Ouro 1981 / 1982 em veludo marrom com material anti-chama e costura eletrônica, difíceis de serem reproduzidas pelos tapeceiros, mesmo os que trabalham com restauração de antigos.





(fotos e informações fornecidas por Marcelo Toledo).











GRUPO ÓTICO




de 1981 à 1984




(foto fornecida por Paulo Balogh)




















1985 à 1991








(Foto de Wagner Coronado)










quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PROPAGANDAS DE ÉPOCA

Interessante versão "Limo" do Del Rey, produzida pela "SR Veículos Especiais", empresa mais conhecida pelas transformações de pick-ups diesel em cabine dupla, muito em moda no Brasil nos anos 1980.
Foto enviada pelo colega Kepler de Fortaleza.




A Venezuela foi um grande importador dos Del Rey, geralmente em cores vivas como o vermelho da foto ou amarelo, cores já fora de moda no Brasil desde os anos 1970.


Neste país eles eram muito bem vistos devido ao seu conforto e robustez. Alguns modelos remanescentes ainda podem ser avistados, devido à grande quantidade de unidades importadas do Brasil.


Os mais observadores poderão notar que as rodas são semelhantes às do Corcel GT e os bancos são de encosto baixo.
Foto enviada pelo colega Kepler de Fortaleza.



Interessante versão Del Rey da "Polícia Militar Rodoviária" de 1983.

Nessa época até levar multa era "Questão de Requinte".


Foto enviada pelo colega Kepler de Fortaleza.




































segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A ORIGEM




FORD GRANADA
Não ,não é o Del Rey. Esse aí é o Ford Granada, modelo Europeu que influenciou fortemente os designers da Ford na criação do Del Rey. Já que a idéia era sofisticação e economia, nada melhor do que adotar o desing de um carro de alto prestígio da marca na Europa e aplicá-lo sobre uma base simples e econômica como a do Corcel II.



Acima o Ford Corcel II que mantinha as mesmas características mecânicas da versão anterior, porém com design inspirados em modelos europeus que faziam sucesso na época. Para os brasileiros da época, foi visto como um novo carro.



FORD CORCEL
Em 1968 a Ford do Brasil incorpora a Willys Overland e junto com as instalações vem o " Projeto M ", que seria o sucessor do Gordini. É isso aí, o Corcel não foi um projeto Ford, na verdade ele é uma versão nacionalizada do que foi batizado na França como Renault R12.



RENAULT R 12
Este é o R 12 na versão sedã e break (perua em frances), note a semelhança com o nosso Corcel e Belina da primeira geração. Não é mera coincidência, na verdade é o mesmo projeto adaptado ao gosto do consumidor brasileiro.

RENAULT R 8
Na França foi o sucessor do Dauphine, também não foi produzido no Brasil que ainda produzia em sua época o obsoleto modelo anterior. Na Europa ainda hoje é muito valorizado, principalmente em sua versão esportiva Gordini que era vendida ao público e participava de competições. Hoje é bastante utilizado pelo europeu em rallyes de clássicos.





RENAULT DAUPHINE/GORDINI
Essa dupla já é conhecida dos brasileiros , já que foram produzidos por aqui pela Willys Overland do Brasil. Porém, seu projeto foi desenvolvido na França pela Renault, que concedeu licença para a Willys produzí-los no Brasil. Foram os sucessores do R4 na França, que nunca foi produzido em nossa terra. Eram carros populares que por isso concorria com Fusca e DKW, possuiam motor Ventoux traseiro de potência inferior aos dois primeiros. Foram produzidos em nosso país até 1968, quando seriam substituídos pelo projeto "M" (sigla do novo projeto da Renault).







RENAULT R4
Em seguida veio esse hatch que foi também importado para alguns países da América Latina mas não para o Brasil. Sua mecânica era "tudo à frente" (power train e tração) , disposição idêntica aos do Del Rey.
Note as rodas de três furos que comprovam o "DNA" da linhagem Ford brasileira e que já eram assim desde as duas gerações apresentadas anteriormente.





RENAULT 4 CV
Muitas unidades foram importadas deste simpático carrinho para o Brasil, suas linhas eram bem arrendondadas e lembravam um pouco as do Fusca, seu motor era traseiro e tinha o mal hábito de superaquecer daí ganhou o apelido de "Rabo Quente", mania brasileira de dar apelido a tudo. Seu motor era muito parecido com o CHT (motor que acompanhou o Del Rey até 1989), já que lhe deu origem, só que de menores dimensões.





RENAULT JUVAQUATRE
A maioria já deve saber que o Del Rey se origina de um projeto Renault, empresa francesa. O que poucos sabem é que tudo começou neste carrinho aí da foto, o Juvaquatre na década de 1930, um carro de concepção popular. Até então a Renault só produzia veículos de maior prestígio, e preço. Seu motor era o conhecido Ventoux, a origem dos CHT, que era instalado na dianteira, porém com tração ainda traseira por eixo cardã.

Nos portos os barcos estão protegidos, mas eles não foram feitos para isso.

"Os barcos estão seguros se permanecem no porto, mas não foram feitos para isto"(Fernando Pessoa).