domingo, 6 de abril de 2008

RESTAURAÇÃO: DEL REY GL 86 / 87

Após higienização e secagem o carpete original, que encontrava-se em ótimo estado de conservação, foi reinstado.
Instalação de feltro sobre a manta aluminizada.



Chegando em casa fomos fazer uma teste prático da eficiência do processo onde foi aplicado o KPO com diversos jatos de água a alta pressão e não constatamos nenhum vazamento. Mas como nada é perfeito, pelas borrachas de vedação dos batentes das portas ainda entrava muita água e com algumas horas de nosso final de semana conseguimos resolver o problema regulando as dobradiças das portas.
Com a água do lado de fora, partimos para o próximo passo, a aplicação de uma manta aluminizada termo-acústica, muito utilizada pelos instaladores de som. O investimento até que não foi tão grande, com R$68,00 compramos material suficiente para revestir todo o interior em uma loja de revestimentos residenciais (apesar da que compramos ser de uso exclusivo automotivo) e economizamos na mão de obra fazendo o bom e velho método do "faça você mesmo".


Rapha aplicando a manta aluminizada.



Finalização da aplicação da manta aluminizada.




Desde a sua desmontagem completa que o Del Rey roda feito um franciscano, com revestimento somente no teto, seu assoalho está na chapa e assim ele foi até o Uruguay. A princípio pensamos que ele iria ficar parecendo um stock car, já que era de se esperar que os rúídos não seriam absorvidos pelo expesso material fono-absorvente que trazia originalmente, mas até não foi tanto assim. o motivo da demora da instalação destes acabamentos, que tanto aumentam o conforto e aconchegância do interior foi que o funileiro deixou inúmeros pontos de infiltração de água e decidimos que enqunato não sanássemos todos iríamos andar na "lata" e assim foi por mais de dois anos, provando que o próvisório tem muito talento para se tornar definitivo.

Como planejámos fazer nossa próxima viagem em uma região de bastante frio, partimos para a ação.
A primeira providência foi levá-lo a outra oficina, onde foram detectadas e sanadas as falhas no assoalho e aplicada uma resina chamada "KPO", que ao solidificar-se torna-se tão rígida quanto a chapa da carroceria e veda todas as fissuras nas junções das chapas.



KPO sendo aplicado nas frestas do interior da carroceria.





KPO aplicado no batente do porta-malas





REVESTIMENTO INTERNO


Problemas no pistão foram identificados como causadores de falta de retorno das pastilhas direitas, o que também provocou seu desgaste prematuro. As pastilhas do lado esquerdo apresentavam bom estado, mas como tratando-se de freio as trocas devem ser aos pares, o conjunto foi substituído. Além disso, serviços de vedação do sistema foram necessários além da reposição de fluido, aumentando um pouco o orçamento. Mas quando o assunto é segurança................


Um estranho ruído no momento em que o freio era acionado, surgiu na viagem à Campos do Jordão que visava testar o comportamento do motor em uma subida de serra de grande altitude. Estranho porque o sistema havia sido inteiramente revisado a 17.000Km e trocados discos, pastilhas, lonas, cilindros de acionamento, fluido, etc.

Sendo assim o Del Rey seguiu para uma oficina especializada em freios para um check up geral.




A VEZ DOS FREIOS

O motor foi instalado e regulado depois de uma maratona de mais de uma semana de horas vagas aqui na garagem. Após mais uma visita no auto elétrico para checar a "segunda fase da parte elétrica" (alternador/arranque/bateria), uma breve voltinha no bairro, sem capô e protetor de carter, revelou um pequeno vazamento de óleo em um dos parafusos de fixação do carter, provavelmente um reaperto deve solucionar o problema.
A diferença de desempenho com gasolina, a princípio está imperceptível com relação ao álcool. Já a facilidade de partida e funcionamento estão muito melhores.






Primeira partida com o escapamento ainda solto.


video

O ponto de ignição será acertado experimentalmente a 15° de adiantamento para evitar o fenômeno de batida de pino. Efeito que pode provocar o derretimento da cabeça dos pistões, devido a elevação da temperatura na câmera de combustão.




Motor montado e pronto para ser instalado no cofre.




Vista parcial da nova bomba de água e a substituição do carvão de acionamento da embreagem eletromagnética da ventoinha (à frente do terminal).




Troca do kit do carburador Solex H 30-34 BLFA pelo equivalente a gasolina. Uma necessidade neste tipo de conversão.



Regulagem das válvulas: Suas aberturas são determinadas por lâminas, sendo a de admissão com 0,15 mm e escapamento com 0,20 mm a frio. Após 2.000Km os parafusos do cabeçote devem ser desapertados 1/4 de volta e novamente reapertados de acordo com o torque especificado e as válvulas reguladas novamente.





Importante aperto do cabeçote de acordo com o torque especificado pela fábrica em duas etapas, a primeira de 5,0 a 5,5 Kgf.m e a segunda de 6,0 a 6,5 Kgf.m, sempre de forma cruzada para distribuir as folgas.


Aqui a substituição do conjunto engrenagens / corrente / esticador do comando de válvulas. O maior cuidado deve ser quanto à atenção na montagem das engrenagens, suas marcações devem estar uma voltada para a outra.




Rapha substituindo o kit de embreagem.




A substituição ou manutenção da bomba de óleo é recomendável toda vez que se abre o motor, caso contrário a irregularidade de seu funcionamento poderá por todo o trabalho a perder. Como no caso do Del Rey ela foi encontrada facilmente a um custo razoável, foi substituída por uma nova.



Na foto abaixo fica claro o motivo da substituíção dos pistões na conversão para gasolina. Redução da taxa de compressão através da cavidade do pistão e conseqüente aumento da área onde ocorre a combustão. Os motores a gasolina não admitem o uso de uma taxa tão alta quanto a dos motores a álcool.
Outras alteração necessárias são a substituição da válvula termostática e interruptor da ventoinha (cebolão) (os motores a gasolina trabalham mais frios), velas, além da conversão do carburador através da troca de seu reparo.




Na foto abaixo as peças, todas novas e de marcas reconhecidas, que substituirão as antigas. No sentido horário, jogo de camisas/pistões/bielas, bomba de óleo, bomba de combustível, válvula termostática, cebolão, velas, kit de embreagem, bomba de água, jogo completo de juntas, kit de corrente de comando, anéis, bronzinas das bielas e macais.



Pistões, anéis, bielas, bronzinas e camisas apresentaram pouco desgaste. Mesmo assim algumas peças serão trocadas, porque pretendemos converter o motor de álcool para gasolina.



Vista da caixa seca que vai aguardar o término da reconstrução do CHT.



Já que decidimos meter a mão na massa, compramos uma talha com capacidade de 500Kgs para a remoção do motor.



Aqui o motor já sem os agregados e prestes a sair do cofre.



Já sem o capô, as peças começam a ser retiradas para facilitar a remoção do velho CHT.



Apesar de se apresentar em ordem, decidimos refazer o motor que já havia rodado 130.000Km depois da última retífica. Só que desta vez o trabalho será feito em nossa garagem/oficina, ou pelo menos até que nossos conhecimentos em mecânica permitam.

REFAZENDO O MOTOR

A cola também não foi suficiente para resolver o vazamento. Desmontado tudo pela "enésima" vez e com mais calma percebemos que o orifício do tanque também se deformou (inconvenientes de uma batida). Com um pequeno martelo fui rebatendo a borda, que fica virada para dentro do tanque, o furo voltou ao formato circular e a borracha entrou sob pressão vedando o tanque. Deu trabalho, mas resolveu. E o melhor de tudo: sem gambiarras.



Nem tudo é uma maravilha. Depois de montada, a conexão entre o cano que envia o álcool e o tanque surgiu um vazamento do combustível. A primeira providência foi trocar o anel de borracha mas o vazamento continuou. Após diversas tentativas com silicone, massa de calafetar, etc , suspeitamos que o cano deformou-se com o impacto traseiro e o Del Rey teve que voltar a um funileiro (outro) que tentou fazer o cano voltar ao formato original. Bate daqui, bate dali e .................o vazamento diminuiu, mas continuou. Desmontei tudo de novo e passei um pouco de cola do tipo "super bonder". Se vai funcionar, o tempo dirá.

Se o trabalho de restauração do Del Rey tivesse como objetivo colocá-lo sobre cavaletes o problema estava resolvido mas como o plano de aposentadoria ainda não é cogitado , com vazamento de combustível não dá.


Aos poucos os detalhes internos começam a voltar ao seu lugar e o console depois de limpo foi reinstalado. Até uma pequena lâmpada de existência desconhecida de dentro de cinzeiro voltou a acender depois de substituída. Descobertas ainda acontecem, mesmo depois de quase 14 anos de convivência.


Uma volta ainda com o interior depenado (sem carpetes e forrações). Ele será usado assim por uns tempos para verificar possíveis pontos de infiltração de água e depois será calafetado.


Como o carro ficou imobilizado por mais de um ano, foi providenciada uma regulagem do motor, incluindo a troca de velas, cabos, rotor, tampa de distribuidor, óleo e todos os fitros, além de uma limpeza do sistema de arrefecimento que é tratado mais detalhadamente no tópico "Manutenção e Conservação".
















O brinde já está sendo preparado para celebrar a finalização da montagem externa.
















Detalhes importantes como o Manual do Proprietário não podem ficar de fora. O envelope da Concessionária Julio Paixão Filho é o original.



Rapha fazendo a montagem dos últimos detalhes externos com todo o cuidado. Note que a pintura virou um espelho.


A aplicação e remoção da última camada de cera foram realizadas antes da montagem dos acabamentos externos (frisos, borrachões e emblemas) com uma politriz comprada exclusivamente para o serviço.




Os vidros foram para o seu lugar. Mas como tudo durante este trabalho, não foi fácil. Foram duas as vidraçarias contratadas para fazer o serviço, a primeira delas foi experimentada na instalação dos para-brisas dianteiro e traseiro e o serviço foi reprovado, deixando muito a desejar. Guarnições soltas, sujeira de cola e acabamento mal feito.


A segunda contratada consertou o serviço mal feito, instalou os laterais, as calhas e constatou que o funileiro havia perdido a metade das peças. A oficina teve que providenciar o que faltava, juntamente com o par de bases dos quebra-ventos que estavam quebrados, além de fazer a difícil troca de suas guarnições.




Motor de partida e alternador são retirados para serem revisados na segunda etapa da parte elétrica. A bateria terá que ser substituída.

ELÉTRICA FASE II



Devido à inexistência do conector do circuito da lanterna direita, Kadu instalou terminais.





O QUE SIGNIFICA H4 NA LENTE DO FAROL?

Significa que o farol está equipado com lâmpadas alógenas. As lâmpadas halógenas possuem luz mais branca e brilhante, que possibilitam realçar as cores e os objetos com eficiência energética maior do que a das lâmpadas incandescentes comuns.Em termos de economia, as lâmpadas halógenas oferecem mais luz com potência menor ou igual à das incandescentes comuns, além de possuírem vida útil mais longa, variando entre 2.000 e 4.000 horas.Não é recomendado que toquemos o bulbo da lâmpada halógena com as mãos. Estas lâmpadas possuem gases halógenos internamente e devido ao seu princípio de funcionamento, acabam atingindo altas temperaturas. Neste caso, são fabricadas com um bulbo à base de quartzo que resiste à estas temperaturas, o que no caso do vidro, não seria possível.O quartzo possui ranhuras e sofre pequenas dilatações durante o funcionamento da lâmpada.Se tocarmos a lâmpada com as mãos, ao se retirar da embalagem por exemplo, a gordura presente em nossas mãos pode se depositar nestas ranhuras. Definição by Paulo Balogh.


Os circuitos das lanternas traseiras também foram substituídos por novos, os antigos já pediam clemência a bastante tempo, assim como todas as lâmpadas.



Agora faróis e lanternas funcionam de verdade.




Um dos soquetes e lâmpadas de farol tiveram que ser substituídos .



Uma revisão elétrica foi feita pelo caprichoso eletricista "Kadu", incluindo a instalação do novo grupo ótico.

O chicote elétrico foi examinado minuciosamente e eliminados os fios inúteis de antigas "gambiarras" e os ressecados e em mal estado foram substituídos.

Esta etapa foi chamada de Fase I, já que após a etapa da tapeçaria o Del Rey volta para o auto-elétrico para acerto de mais algiuns ítens.
ELÉTRICA FASE I


Ítens como o tanque foram desmontados e pintados fora. O interior também recebeu uma boa demão de tinta e um dia após sua retirada da oficina ele passou por uma lavagem dominical para tirar a poeria, que não era pouca do interior.
Próxima etapa..............Elétrica.


O alinhamento ficou o melhor possível para uma carroceria que tem tanta história para contar.

Dois meses de estaleiro foram necessários para corrigir os problemas da primeira seção de funilaria e também a pintura ficar pronta.
Agora, ferrugem e pintura queimada são coisas do passado




O interessante sistema de catrata e pêndulo que controla o cinto de segurança retrátil, não escapou do esquema: desmonta, avalia, limpa e neste caso, lubrifica e monta outra vez.


A base do quebra vento também foi atacada pela ferrugem e terá que ser substituída junto com o eu par. Merecia ir para a seção ferrugem.


Há quase um ano do início da desmontagem, a mesma continua. Agora foi a vez dos quebra-ventos. Por serem pares, somente um deles foi desmontado, ficando o segundo como modelo, e só depois do primeiro ser montado é que o segundo passará pelo mesmo processo.
A regra é a mesma: a) Desmonta. b) Avalia. c) Está bom, limpa. d) Está ruim, substitui.





Depois de tantos anos com o Del Rey ainda descubro detalhes como este. A data de fabricação por baixo da guarnição de borracha do para-brisa traseiro comprova a originalidade.


Hora da limpeza dos vidros antes de sua montagem. Muito medo de quebrar um deles nesta operação, já que todos ainda são originais.


Até pequenos detalhes que nem vão aparecer tanto depois da montagem foram cuidadosamente limpos.


O motivo?

Além do zelo, desculpa para abrir mais uma Bohemia enquanto fazia o serviço.


Na carroceria não foi economizada tinta, nove demãos foram dadas. Agora uma fina lixa será aplicada sobre o verniz e dado o primeiro polimento. A ansiedade pelo resultado é grande, mas dois ou três dias ainda serão necessários.


Os novos componentes da parte frontal foram pintados e envernizados, o resultado ficou impecável, espero que também durável, já que muitos pedriscos de estrada vão bater aí.



Capô dianteiro já com o bonito brilho do verniz, que também foi aplicado do lado de dentro.





As primeiras demãos de tinta de acabamento começam a ser aplicadas na partes móveis da carroceria. Na foto acima a tampa do porta-malas ainda sem a demão de verniz. Alguns defeitos apareceram nesta peça depois de pintada, por isso ela foi inteiramente raspada e repintada.


O resultado final ficou ótimo. Ficaram resistentes e mantiveram o alinhamento da porta, nem parece que um dia saíram de seu lugar.



Além de sua substitução, optamos por reforçá-las com a soldagem (mania profissional) de arruelas de reforço. O trabalho foi lento e não tínhamos certeza de que ia dar certo, mas como já estavam ruins resolvemos arriscar.



Devido ao tamanho avantajado da porta dos Del Rey, as dobradiças acabam apresentando folga com o tempo (um problema crônico herdado do Corcel II), sendo assim a porta teve que ser removida para serem reparadas.




O para-brisas dianteiro, último vidro que ainda estava instalado, foi removido e uma primeira base da cor azul foi aplicada para se observar pequenos defeitos da carroceria que ainda serão solucionados.



Maçanetas e vidros laterais removidos para receber a pintura.



Novas bases para fixação dos para-lamas foram criadas, já que as originais foram deterioradas pela oxidação.



Quase seis meses após concluída a parte de funilaria o Del Rey retorna à oficina agora para a pintura geral.
A carroceria foi ainda mais desmontada e lixada para a aplicação de uma pintura de fundo antes da pintura de acabamento.

INICIA-SE A PINTURA


Há três anos comecei a comprar peças para um dia restaurar o Del Rey e comecei a guardar tudo em uma geladeira velha no fundo do quintal, na hora era ganhou um apelido "A Geladeria do Del Rey". Quem espera encontrar uma cerveja gelada aolado da churrasqueira tem sempre uma surpresa.
A restauração completa estava prevista para os próximos5 ou 6 anos, porém o acidente em que o Del Rey se envolveu vai fazer com que elas sejam usadas antes do tempo previsto.



Os Pirelli P4 que haviam sido instalados 15 dias antes do acidente e rodado somente 500Km irão voltar ao seu lugar. Os mesmos foram removidos durante o trabalho de funilaria e substituídos por outros mais "malhados" para sofrerem durante o processo em seu lugar.







Na foto acima os borrachões laterais, no meio as guarnições dos quebra-vendos compradas por absurdos R$120,00 (preço pago pela garantia de qualidade do timbre Ford) e as pestanas e guarnições das canaletas das janelas laterais dianteiras.


Todas as borrachas e guarnições serão substituídas por novas. Aqui um gasto nem sempre considerado por muitos desde o início de uma restauração, mas de valor significativo. Se for comprar todas originais prepare uns R$1.000.00. Eu arrisquei em marcas conhecidas do mercado paralelo, sendo assim gastei um pouco mais da metade disso.




Um par de calhas acrílicas devem substituir as de plástico que estavam instaladas e que com o tempo ressecaram e perderam a transparência.



Até agora somente peças novas e de marcas de reconhecida qualidade foram adquiridas. As mais difíceis de serem localizadas até agora tem sido as de acabamento, como os frisos da carroceria por exemplo.



Pistola de pulverização sendo usada no emborrachamento da parte inferior dos para-lamas.



A resultante é uma película de borracha que imperabiliza, protege contra a oxidação e elimina ruídos. O maior problema foi convencer a minha mulher que a tinta que caiu no chão vai sair depois.
Devido à grande viscosidade do produto, a aplicação foi feita com a "pistola" de pulverização além da tradicional de pintura que provavelmente entupiria com muita facilidade. A aplicação é extremamente fácil, mesmo ser ter experiência como pintor fui capaz de executá-la razoavelmente bem. O maior cuidado é com a preparação da superfície, que tem que estar extremamente limpa para a perfeita aderência do produto. Na seqüência serão emborrachados os para-lamas traseiros, interior do porta-malas, capô e habitáculo.



Tampões removidos para o escoamento da água durante a lavagem. Todos estão bem guardados para um dia voltar ao seu lugar.



Rapha mandando ver na lavagem com máquina de alta pressão, sem medo de ser feliz. Agora é só esperar um bom Sol para secar bem,antes de emborrachar.



Especialidade do Rapha, limpeza é com ele mesmo.


Para-lamas já ponteados na posição correta, agora é só reforçar com solda.



"Paitrocinado" novamente os para-lamas estão sendo soldados com o processo Eletrodo Revestido, que não é o mais indicado na soldagem de chapas finas como as da carroceria, já que sua tendência a perfuração deste tipo de chapa é muito grande. O mais adequado seria fazer o trabalho com MIG/MAG ou mesmo com Oxiacetileno, mas já que não os temos a habilidade de um profissional de mais de 50 anos de experiência e seu amor e carinho vão ter que fazer a diferença.


Para esse trabalho estou contando com "paitrocínio". O artesão aí da foto é ninguém menos que meu pai, cortando as ponteiras oxidadas em sua serralheria. Com isso somam-se três gerações trabalhando na recuperação do Del Rey já que eu e meu filho já entramos na "dança" faz tempo. Só que agora vou ter que ter paciência já que esses para-lamas vão passar no mínimo uns 15 dias aí na serralheria do perfeccionista sr.Getúlio.



As ponteiras dos para-lamas foram compradas por R$15,00 cada, com isso serão mantidos os para-lamas originais e trocadas apenas as partes danificadas.


Foi bom ter desmontado, já que acabamos descobrindo que na pressa de terminar o serviço o funileiro "esqueceu" de recuperar as ponteiras dos para-lamas.




Dois meses depois da carroceria montada e a funilaria sendo dada como pronta (a foto data do final de dezembro de 2007) , descobrimos que a parte dianteira não ficou tão boa assim. Faltavam alguns parafusos e o alinhamento não ficou satisfatório. Com uma certa dose de perfeccionismo decidi desmontar toda a frente em minha garagem novamente. Sendo assim a etapa da pintura foi adiada.







Primeira aplicação de massa somente para acabamento dos remendos metálicos mostrados na sequência de fotos abaixo. Antes da pintura, uma massa mais fina deverá ser aplicada para eliminar pequenas imperfeições da carroceria.


O caixa do estepe também estava bastante fragilizada pela corrosão. A qualquer momento o estepe poderia cair no chão. Sendo assim foi totalmente removido.


Fundo da caixa de estepe.


Caixa de estepe recuperada, só falta fazer o furo para dreno e localizar um tampão de borracha.




Pés de coluna foram bem reforçados, já que esse é o lugar onde fixa-se o macaco nos Del Rey.

Os pontos de corrosão foram recortados e em seu lugar soldada uma nova e resistente chapa. Tapá-los com a chapa soldada teria sido mais fácil mas o processo de corrosão continuaria e o serviço seria apenas provisório.


Absolutamente todos os remendos foram feitos com chapas, visando não só a estética mas a resistência mecânica da carroceria.


Remendo na base da coluna "B".


Uma nova chapa foi soldada no lugar da original que estava totalmente oxidada. Massa, só no acabamento.



Na batida a traseira "enrrugou", mas depois de um delicado serviço de desamassamento, voltou ao lugar.

OPERAÇÃO TAPA BURACOS







Muito trabalho de alinhamento do painel traseiro à carroceria para ser feito.



O painel traseio instalado foi um da marca IGP, comprado pela importância de R$135,00. Talves umas 5 ou 6 vezes mais barato que o original, porém parte da economia da compra foi consumida pelos 3 dias e muita paciência do funileiro necessários para ajustá-lo à carroceria e encaixe das lanternas.





Novo painel traseiro instalado.




De todas as peças da carroceria, a única que não oferecia condições de restauro foi o painel traseiro. Ate pensamos em retaurá-lo, mas devido ao acelerado estado de oxidação e também por já ter sofrido com reformas anteriores de pequenas colisões, achamos melhor substituí-lo por um novo.


Na mesma região do lado direito a moldura da janela está bem enferrujada, o que demonstra uma área que necessita de grande atenção de quem possui um Del Rey.


A quantidade de ferrugem era maior do que a esperada. Um trabalho extenso de restauração vem aí pela frente.


A caixa de estepe também precisará ser reparada.


Mais uma fonte de acúmulo de água e que fatalmente enferrujou.



Aqui na moldura da janela a coisa parece que vai ser feia.


Este ponto de oxidação no batente da porta só não estava pior devido às contantes pulverizações com óleo tipo "WD 40" que era aplicada no Del Rey após todas as lavagens.



Assoalho dianteiro com um "pequeno" buraco. Incrivelmente nenhuma infiltração de água havia sido notada, o que comprova que a forração original dos Del Rey era muito bem feita.



Porém a mesma plaqueta que é fixada através de rebites, gerou acúmulo de água e provocou oxidação.



Interessante plaqueta de identificação fixada na parte inferior do para-lamas dianteiro direito após a retirada do grupo ótico.


"Pés" dos para-lamas também oxidados.



Nesta sequencia de fotos poderão ser observados os pontos de possível corrosão no Del Rey, assim se você tem um, poderá saber mesmo sem desmontá-lo, quais as áreas mais críticas de corrosão de sua carroceria. Começou a desmontar, começou a aparecer. Não poderia ser diferente, já que este carro nunca deve ter sido desmontado (a não ser um ou outro ítem para pequenas reformas) ao longo de seus 21 anos. Na foto aparece onde o paralamas é fixado na estrutura do monobloco e a ferrugem explica porque o paralamas se soltou tão fácil em sua parte inferior, já que lá existia a fixação por dois parafusos, mas a ferrugem destruiu tudo.

SEÇÃO FERRUGEM


Na colisão o suporte do para-choques amassou e tudo indica que será difícil retirá-lo.




Com a retirada do capô, a desmontagem da frente fica bem mais fácil. Ele sai com tanta facilidade como a tampa traseira, é só retirar suas quatro porcas. Para uma manutenção mecânica mais extensa, como a retirada do motor ou mesmo cabeçote, não exite em retirá-lo.



ACHADO ARQUEOLÓGICO


Durante a desmontagem do interior uma surpresa, ao ser retirado o revestimento da lateral traseira direita apareceu esta tampa de caneta que se for de ouro, paga a reforma e ainda sobra pra comprar um Guia. Brincadeiras à parte, ela está lá no mínimo à 13 anos, tempo que o carro me pertence e que posso garantir que o tal revestimento nunca saiu de lá. Mesmo que não seja do cobiçado minério, será guardada para comprovar a história.



Os bancos apresentam sinais de desgaste, muito mais pelos 380.000 Km do que pelos 21 anos de uso. Pretendemos trocar espuma, já bem cansada e tecido seguindo o padrão de originalidade.




Não pretendia ir tão a fundo, a idéia era tirar apenas os faróis e lanternas quebradas e deixar o resto para o funileiro, mas o Rapha insistiu e olha só no que deu, acabamos desmontando quase o carro inteiro.


Na foto o Rapha desmontando o carro em que tanto viajou desde seu primeiro ano de vida.

Deu PT mesmo, mas devido ao grande valor estimativo que temos pelo carro, resolvemos enfrentar o desafio de colocar o Del Rey em forma de novo, a proposta de compra da seguradora foi prontamente rejeitada e feito um acordo que deve cobrir parte dos gastos para uma completa restauração.

Decidimos desmontar parte do Del Rey em nossa garagem antes de mandá-lo para uma oficina a fim de avaliar os danos do acidente e procurar antigos pontos que já estavam necessitando de reparos. Começamos com a retirada dos bancos. O traseiro foi fácil, já os dianteiros só conseguimos tirá-los através da soltura de suas porcas por baixo do carro. Eles sairam com trilho e tudo.

DESMONTAGEM TOTAL


O resultado foi a perda dos grupos óticos traseiro e dianteiro, parachoques, painel traseiro, grade dianteira e amassamento dos para-lamas direitos. parece que não foi tanto, mas devido ao baixo valor comercial do Del Rey possivelmente será considerado PT (Perda Total).


Toda história de acidente começa com a gente dizendo que não teve culpa de nada e essa não é diferente. A cena aconteceu na av.Tancredo Neves em São Paulo dia 20 de setembro de 2007 às 10:30 h quando estava parado em um farol. Um distraído motorista de um Pegeot Partner que vinha logo atrás, nem se deu conta que eu estava parado e se chocou contra o Del Rey o arremeçando na traseira de um Corolla que por sua vez foi arremessado na traseira de um Uno. Ninguém se feriu, mas o resultado da distração está aí na foto.


ENGAVETAMENTO



47 comentários:

Thiago disse...

Fala Coronado! Realmente são poucos como nós que tem coragem de ressucitar esse verdadeiro clássico da década de 80. Posta mais fotos para vermos como ficou o resultado final! Abração!

Pigrissa disse...

vi que foi mencionada a seguradora... essa história aconteceu em que ano? que eu saiba, carro com mais de 15 anos não se consegue fazer seguro... se realmente era segurado com mais de 15 anos, tem como me explicar quais eram as condições do seguro? acredito que o maior impecilho seja devido a dificuldade de encontrar peças de reposição, não?
abraço.

Anônimo disse...

Coronado, seu carro esquenta na cidade quando vc usa o ar condicionado. pergunta
O meu esquenta e até agora não consegui descobrir o porquê.
Pode me ajudar. pergunta
meu e-mail é
dr.re@ibest.com.br

Fabio disse...

Parabens, seu carro ficou ótimo.
Tenho um Del Rey Ghuia 1985 4 portas e estou com dificuldades de encontrar os frisos laterais, sabe onde consigo encontrar?

Anônimo disse...

Tenho um Del Rey Ghuia 1985 4 portas, estou tendo alguma dificuldade em encontrar algumas peças, de acabamento no interior.Se tiver como me mande alguns nomes de lojas e telefones.
Obrigado.
faresil@ig.com.br

crms disse...

Boa Noite
Em setenbro do ano 98 comprei um del rey guia 87.
desde em tão passei a procurar na internet coisas que tratam do assunto.
ATÉ QUE ENCONTREI UMA IMAGEM QUE ACABOU NO TEU BLOG.
dei uma olhada por alto no trabalho que feis no teu del rey e tenho que comcordar que foi no capricho a tua obra.
meus parabens.
quem sabe um dia eu crie coragem e fassa no meu assim tambem. hahaha

mario rodrigues disse...

meu amigo fiquei feliz por vc conseguir, agora sou eu que vou começar me dar uma força em termos de peças aonde comprar fica um abraço espero resposta meu msn é zunnho@hotmail.com ou orkut mario rodrigues manaus amazonas

Anônimo disse...

Olá Coronado !

Tenho um Del Rey ano 1983. Voce saberia me dizer aonde encontro os frisos laterais da janela ?

No aguardo e obrigado,

Irineu Caldeira.
(11) 7149-4760

Anônimo disse...

e aí cara, blz?... pô! legal mesmo esse blog!!! tenho um Del Rey GL 88, e eu gostaria de conseguir o manual do proprietário dele... esse carro meu tio, irmão do meu falecido pai, comprou em SP e trouxe aqui pro RS pra nossa família... tu sabe se há esse manual em em arquivo na net? tipo em PDF, Word, etc... se souber entra em contato por favor... ton_metal@hotmail.com

um abraço

Daniel disse...

Olá..!! ficou lindo seu Del Rey.
Notei que vc comprou tudo novo, e minha duvida é onde comprou os borrachoes laterais desse carro, pois venho procurando e nao encontro.! o meu já fez a funilaria e esta ficando bem legal, mas nao tenho encontrado partes de acabamento.! Se puder me ajudar com telefones de contato de onde vc comprou, estaria ajudando mais um aficcionado pelo modelo.!

Grande abraço
Daniel
d.castilho@terra.com.br

Carlos disse...

Parabéns pelo excelente post e pelo blog!!
Abraços

Anônimo disse...

Como você falou em Julio Paixão, estou crendo que é do litoral de sp.
Estou começando a restaurar um DEL REY 86/87 alcool, parado desde 2000.
(Fui intimado por minha mulhar, tirá-lo da garagem, onde está nesse tempo.rsrsrsrs)
Mas preciso de eletricista/mecânico para "fazer virar" e tenho medo de pegar alguém que me aumente o estrago. Tem alguma indicação?

Adriano disse...

Cara me emocionei!!!!!!!!! Chorei vendo tudo o que vcs fizeram eu lembro de tudo isso pois,eu estou fazendo o mesmo processo com o meu GL87! igualzinho só que o meu estava um pouco melhor! Falta o processo da pintura e montagem e a procura por algumas peças! Saiba que vcs me deram a inspiração pra continuar a minha restauração!Abraços e parabens!Ficou lindíssimo!Espero que um dia me procurem pra nos trocarmos emails sobre restauração de Del Rey! Adriano

Anônimo disse...

Adriano, fico duplamente contente, por ter gostado de meu Blog e por ter adicionado por ter adiciondo energia à restauração de seu carro. Quando terminado, mande uma foto que terei o prazer de incerir em meu Blog. Meu Email é synergic@uol.com.br
P/O amigo anônimo, ñ sou da baixada e recomendar oficina, hoje vejo como a melhor maneira de perder um amigo, rssss, já q.foi a pior parte deste trabalho. A única forma é a vc mesmo procurar avaliar trabalhos anteriores de alguns profissionais selecionados, outra forma é o velho método "faça você mesmo". Grande abraço a todos.

felipe disse...

boa tarde!tenho um ghia 86/87, que era de um primo meu.comprei ele há 6 anos e me apaixonei pelo carro.só que minha mulher começou usa-lo de uns 3 anos pra cá.nem preciso contar o resto.queria algumas dicas de peças que gostaria de adquirir como calota(uma delas está com a trava quebrada).e outras dicas pra eu conservar ele melhor.sou fã seu e do seu filho.queria lhe enviar uma foto dele mas não sei em que e-mail envia-lo.abraços.Felipe Piracicaba.

toshi disse...

oi colega, que belo trabalho vc estã fazendo! eu ganhei uma belina 1986 que era do meu pai ha mais de 20 anos, e estou pensando em restaurá-la como vc fez! qual a loja que voce comprou as peças de acabamento? voce sabe onde encontro um painel de instrumentos dela (é semelhante ao primeiro del rey) na cor marron?

Coronado disse...

Olá Toshi, desculpe pela demora na resposta. Acabamento para DR realmente é um problema, ma no Orkut, na comunidade Del Rey Clube foi aberto um tópico com o nome "Autopeças para Del Rey nas cidades" pelo colega Kepler com diversas empresas q.comercializam peças p/DR. Boa sorte e um abç.

Anônimo disse...

ola coronado
tenho um dr 88 cht 1.6 alcool
acebei de trocar a bateria(acdelco60)e quando fui dar a partida ele fez o seguinte barulho continuo (umeeeeeemmm aí o motor não liga ou seja eu não continuo forçando e quando eu tento de novo o motor liga)e não aquele que é de costume de as vezes dar (uem,uem,e o motor liga em seguida)aí perguntei pro meu pai pois é ele quem anda,se já estava dando este barulho ou me enganaram na bateria,ele disse que já estava.queria sua resposta antes de levar na auto eltrica.
meu email é leonardogs2002@yahoo.com.br

sergio yamada disse...

Conrado, ficou muito bonito seu del rey. Tenho um del rey guia 86/87 um del rey serie ouro84 e uma belina scala 84 sou fã desses carros. Tenho interesse em restaurar o del rey 84. Quantos mais ou menos vou gastar? Ele esta com podres parecido com o seu del rey.

CORONADO disse...

Olá Sérgio, obrigado pelo elogio.
Difícil precisar o quanto $$, eu mesmo perdi a conta, mas certamente foi bem mais do que o valor comercial do carro, algo em torno de 7 ou 8 mil. No caso do seu acredito q.até um pouco mais, pois alguns detalhes do modelo de 1ªsérie são mais difícieis de encontrar e quando são encrontados são mais caros, mas o que vale é o prazer de ver renascer algo que gostamos tanto, ñ é mesmo?
Considere uma quantia ranzoável p/borrachas. Gastei muito mais do q.imaginava, e elas são caras, especialmente as originais.Às vezes achava q.o Del Rey tinha mais borracha do que aço. Rsssssssss.
Parabéns pela "trinca", são belos espécimes q.vc tem aí e merecem um carinho q.deve ir além do preço q.o mercado paga.
Grd abç.

sergio yamada disse...

Coronado, obrigado por respoder meu comentario. Se foi 7 a 8 mil, acho que a grana não vai dar, infelizmente terei que esperar mais um pouco. Enquanto isso vou passando anti-ferrugem pra corrosão não avançar muito. Dever ser uma delicia dirigir um del rey reformadinho igual o seu, parece novo, realmente a pintura ficou um espelho. Olha eu não era muito fã de del rey, eu tinha um gol 96 bolinha vendi e comprei o del rey 86/87 ai que vi como esses carros são confortaveis e economico. Hoje gosto tanto que tenho uma "trinca" de del reys. Valeu pela informação! Abraço.

lucasbaur disse...

Boa Tarde Coronado,
Parabéns pelo trabalho e parabéns pelo carro.
Eu tenho um Del Rey Guia 89 GL. Quando eu comprei, a ventoinha fica ligada direto, alguns mecanicos me disseram que desse modo o carro gasta mais, pois sempre trabalha gelado. Eu gostaria de saber como você fez no seu?

Edmundo disse...

Ola amigo gostaria de saber se seu del rey tem porta mala com abertura eletrica?tenho um deu rey e quero ajeitar isso

CORONADO disse...

Olá, Edmundo. Não, o meu ñ tem abertura elétrica. Acredito q.só encontrará o sistema em um desmanche, provalvelmente em algum modelo Guia ou GLX.

Anônimo disse...

Bravo Bravo esta historia deveria vira filme isso e um danado de exemplo.Meu pai tem uma Pampa 95 a Gasolina e gás também ta arrumando mas também trabalha mas nela tem algo misterioso... fala na placa do painel diz que tem direção hidráulica mas meu pai comprou com direção mecânica. E eu não entendi uma coisa você tinha arrumado certinho funilado e pintado mas depois que bateu achou um monte de ferrugem se você já tinha funilado a pouco tempo não entendi?

CORONADO disse...

Se ñ um filme pelo menos uma novela, hehehe.
Provavelmente o sistema de direção hidráulica foi substituído mpor um mecânico.
Infelizmente o profissional q.contratei ñ foi dos melhores e aos poucos estamos solucionando as falhas para as quais ele foi pago. Ma tem nada ñ.
Grande abraço e obrigado por acompanhar meu Blog.

FCP disse...

Cara eu comprei de um colega um del rey 1984 por 2.800,00 nunca tinha sido batido e precisava de reforma, tenho NF, cartao do proprietario e manuais do carro e som, enfim estou alucinado vendo as fotos da sua reforma, ja gastei no meu 4.000,00 e nao comecei a lata ainda que precisa de pequenos reparos e banho de tinta, voce esta de parabens espero que o meu um dia fique assim. Abraço.

Anônimo disse...

Conforme você perguntou, a inscrição "H4" na lente do farol significa o tipo de lâmpada que o farol usa. Portanto os faróis principais do seu Del Rey utilizam lâmpada modelo H4. Já os faróis de neblina usam outro tipo de lâmpada. Espero ter esclarecido a sua dúvida!

CORONADO disse...

Obrigado pela informação, colega.

Rubens disse...

Boa tarde, estou a 2 anos restaurando meu Del Rey guia 85 por coinsidencia tb azul, gostei de algumas dicas suas.

abraço

Rubems

CORONADO disse...

Obrigado, Rubens. Que bom saber que o Blog está sendo útil.

Arturosan disse...

Oi amigo, gostei muito do trabalho e
da paciência de vc e seu filho na restauração do Del Rey. Ficou ótimo.
Gostaria que você pudesse me dar umas
dicas de como fazer a regulagem das
válvulas do motor. O meu é um del rey
ano 83 a tampa dos tuchos é azul. Esse motor é chamado de OHC. Por favor me mande um email para abragana
@gmail.com.

ricardo disse...

GOSTEI DA FORMA QUE FOI APRESENTADA, TEM UM PAMPA E VOU RESTAURAR, E QUERIA INFORMAÇÃO DA MONTAGEM DO PAINEL COM OS FIOS

Rauter sena disse...

parabens belo trabalho...estou pensando em fazer parecido...mais não tão caprichado como o seu...

Sávio Paixão disse...

Só para ressaltar. Estou fazendo essa reforma pois quero ir com meu Reÿ no Peru!!!

CORONADO disse...

Opa!!!Pelo visto compartilhamos do mesmo prazer. Mantenha-nos informados. Grd abç

Anônimo disse...

Coronado!Pode me ajudar. A caixa de cambio 5M, somente usa um rolamentos, o restante são engrenagens. Boa sorte no e curta muito seu Del Rey. Abraços e agd ctt lcdumont@ig.com.br

CORONADO disse...

Olá,amigo. Sinceramente, não mexemos no câmbio muitas vezes, o que comprova a robustez do sistema, já que nosso Del Rey já passa dos 430.000Kms. A única vez que o fizemos foi quando tivemos que trocar o rolamento do pinhão. Isso pode ser visto no tópico "Manutenção e Conservação".Mas certamente existem outros muitos rolamentos na caixa.

intruzzo/22/ disse...

OLA CORONADO ! comprei o ano passado em junho um del rey 1988 , 2 portas , glx 1.6 com motor cht .era do segundo dono mas ficou tempao na rua , o antigo dono jamais fez um concerto , nao tava batido como o seu , mas teve todos os mesmos sintomas .. kkkk , podres em todas as mesmas partes do carro , reformei eu mesmo q sou latoeiro e pintor , ficou bom , mas levou tempo e bastante dinheiro . mes passado ficou pronto , um otimo carro ! parabens pelo seu tambem . obrigado .

CORONADO disse...

Gracias amigo.
Infelizmente a ferrugem é uma grande inimiga destes carros. Mas com paciência a gente consegue contê-la.
Pelo visto além do bom gosto pelos vinhos argentinos, também aprecia bons carros brasileiros.
Poste fotos dele quando puder.
Abç

timsotemum tim disse...

Olá Coronado,bom dia!Parabéns pelo obra de arte.O que fez com este Ford é coisa de artista! Adquiri uma belina CHT 1.6 Alcool e tambem, não da maneira que voce fez,estou dando uma "arrumação" nela.Faço disto um prazer.Lendo as suas informações, surgiu uma dúvida.<< Para você entender melhor, na disposição do motor da Belina,vamos considerar lado radiador/polia virabrequim e lado volante motor/embreagem.Qual é o cilindro número 1 ? Obrigado e mais uma vez , parabéns.
Roberto

CORONADO disse...

Olá, Roberto. Obrigado. Só mesmo tendo prazer é que vale a pena. O cilindro nº1 é o do lado do volante.

Anônimo disse...

Boa tarde, vou comprar um Del Rey 90 completo, mas oque esta martelando em minha cabeça é que o motor foi feito à uns 3 anos atraz, o carro e de segundo dono, a questão do motor ter sido feito ( não é original esta com 30 mil km) não sei oque fazer!
Obrigado!

Anônimo disse...

Boa tarde, vou comprar um Del Rey 90 completo, mas oque esta martelando em minha cabeça é que o motor foi feito à uns 3 anos atraz, o carro e de segundo dono, a questão do motor ter sido feito ( não é original esta com 30 mil km) não sei oque fazer!
Obrigado!

CORONADO disse...

Não vejo o motivo da sua preocupação. É natural que um carro com mais de 20 anos tenha tido seu motor refeito e se foi bem feito isto pode até ser uma garantia de utilização por muitos milhares de quilometros.

Zeus disse...

Boa tarde Coronado.

Vou começar a restaurar um Del rey GL 1986, gostaria de saber o nome da cor que você usou em seu carro? Você poderia me ajudar?

E-mail: brunomodesto1@hotmail.com

Obrigado

CORONADO disse...

A cor é Azul Mineral.

"Os barcos estão seguros se permanecem no porto, mas não foram feitos para isto"(Fernando Pessoa).